segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Depoimento Marilda Maratonista


Corrida de Rua - RJ

Corrida de Rua - RJ
Todos nós nascemos com milhões de características. Temos características físicas, de Personalidade, de caráter, etc. Mas o que será que diferencia as pessoas em termos de caminhos de vida escolhidos? O que diferencia as pessoas que obtém sucesso, liderança e resultados ? Quais serão os traços e forças marcantes destes DNAs vencedores? A persistência deve ser uma das forças que nos ajudam e muito.

A minha história com os primeiros 42 km corridos começa aí : persistência pura! Desde que comecei a correr com a equipe FDV pensava nisso. Mas, achava “forte demais” para mim, que não tinha biótipo, que não tinha tempo para tantos treinos longos, que não tinha “cabeça e paciência” para passar 3 a 4 horas correndo.

Com a evolução de minha vida de corredora, vendo os belos exemplos que temos na equipe e o incentivo e orientação de mestre Alexandre Jovem Lima, fui percebendo que “talvez” pudesse tentar.

Resolvi meio que na brincadeira, sem pensar nos treinos e outros “medos”. Confesso que durante os meses que se passaram pensei e tentei desistir várias vezes, mas meus companheiros de corrida, meus filhos, marido e o jovem, não deixaram. Recebi até ameaças ...rsrsrs, de colegas da equipe e dos meninos. Se desistisse seria chamada de “frouxa”...rsrsrs. Então , intimada a correr, continuei.

Muitas vezes o desânimo batia. Sempre depois de treinos não tão bons. Mas fui indo. Resolvi adotar o lema: vou em frente, devagar e sempre. Já estou nessa, vou. E sentia aquela sensação de “subindo numa montanha russa”.

Durante os treinos, venci uma anemia, falta de ferro, suspeita de hepatite. Mas tudo passou. E a persistência ficou. Fui para prova confiante. Lembrando que estava preparada, lembrando as palavras do jovem, os últimos toques do Professor Ricardo, lá na hora da largada. E o máximo que poderia acontecer seria dar um passeio pela minha bela cidade.

Mas de verdade, queria correr o tempo todo. Sem parar. Desafiando meu corpo e mente, testando meus limites e conseguindo. Não queria passear, não. Ainda não foram medidos limites para mente e para o físico humano. Sabemos o que podemos suportar, tolerar, mas até que ponto, não sabemos. Parece mesmo que não temos limites, quando não queremos tê-los. Quando queremos podemos e poderemos sempre mais. Se quisermos.

Dentro de uma existência tão curta, injustamente, diga-se, será que não vale viver melhor e mais a cada momento? Fazer melhor e mais a cada segundo? Vale! Vale tentar, vale acreditar, vale encarar. E se não der, continua valendo e vale REPETIR. Essas conquistas e tentativas fazem valer nossa existência.

Quem disse que não podemos mais? Na hora pode ser sofrido, mas depois o suor vira OURO!!

Um beijo para todos.

Marilda Gonçalves.